Checklist de preparação para auditoria interna

Checklist de preparação para auditoria interna

Auditoria interna não precisa virar corrida de última hora. Quinze dias antes, uma revisão objetiva de processos, evidências e ações abertas reduz achados evitáveis e deixa a equipe mais tranquila no dia da auditoria.

Este checklist é para o Sistema da Qualidade (SQ) e gestores de processo que querem chegar preparados — sem checklist infinito, só o que realmente muda o resultado.

Por que D−15 (e não D−2)

Dois dias antes dá para juntar pastas. Quinze dias dão tempo para fechar uma NC pendente, atualizar um documento vencido e alinhar evidências com quem executa o processo. A auditoria avalia o sistema em operação — não a capacidade de improvisar.

Checklist D−15: preparação para auditoria interna

1. Escopo e critérios

  • ☐ Confirmar quais processos, áreas e unidades entram no escopo desta auditoria.
  • ☐ Revisar a norma ou requisito de referência (ex.: ISO 9001) e o plano de auditoria, se já existir.
  • ☐ Alinhar com a direção ou o SQ quem será o auditor interno e quem acompanha cada área.

2. Não conformidades e ações abertas

  • ☐ Listar NCs abertas no escopo — prazo, responsável e status da ação corretiva.
  • ☐ Separar as que já deveriam estar fechadas: atualizar evidência de eficácia ou registrar o atraso com plano claro.
  • ☐ Verificar se ações de auditorias anteriores (internas ou externas) foram concluídas e registradas.

3. Documentos controlados

  • ☐ Conferir se os documentos do escopo estão na versão vigente (sem cópia desatualizada na operação).
  • ☐ Checar aprovações e datas de revisão: nada “em rascunho” sendo usado no chão de fábrica ou no atendimento.
  • ☐ Garantir que quem usa o documento sabe onde está a versão oficial.

4. Registros e evidências

  • ☐ Amostrar registros críticos do período (inspeção, calibração, treinamento, reclamações, indicadores).
  • ☐ Confirmar rastreabilidade: o registro aponta para o procedimento/versão correspondente.
  • ☐ Separar 2–3 exemplos bons por processo — facilita a entrevista com o auditor sem inventar na hora.

5. Indicadores e análise crítica

  • ☐ Atualizar indicadores do SQ cobertos pelo escopo (meta, resultado, tendência).
  • ☐ Revisar a última análise crítica da direção: decisões e follow-ups foram executados?
  • ☐ Anotar riscos ou mudanças recentes (fornecedor, layout, software) que o auditor provavelmente perguntará.

6. Pessoas e logística

  • ☐ Avisar as áreas com antecedência: data, escopo e o que será visitado.
  • ☐ Confirmar disponibilidade dos responsáveis pelos processos no dia.
  • ☐ Preparar sala/acesso a sistemas e pastas — o auditor não deve esperar login ou chave.

No Wisu Suite: NCs abertas, documentos controlados e indicadores do escopo ficam no mesmo lugar — dá para montar o panorama de D−15 sem planilha paralela. A central de ajuda do sistema detalha cada módulo no dia a dia.

O que fazer nos últimos 3 dias

  • Releitura rápida do plano de auditoria e da lista de NCs ainda abertas.
  • Walk-through curto com um gestor de processo: “se o auditor perguntar X, onde está a evidência?”
  • Evitar mudanças grandes de documento ou processo na véspera — priorize estabilidade e clareza.

Sinais de que ainda não está pronto

  • Há NC com prazo vencido sem atualização de status.
  • Documento “oficial” na operação é diferente do controlado.
  • Indicadores do trimestre ainda não foram lançados.
  • Ninguém na área sabe quem responde pelo processo auditado.

Se algum desses pontos aparecer, trate-o antes de polir apresentação: auditoria valoriza consistência, não slide.

Resumo

D−15 bem feito é escopo claro, NCs e ações sob controle, documentos na versão certa, evidências amostradas e gente alinhada. Com isso, o dia da auditoria vira verificação — não surpresa.

Se a sua operação já usa o Wisu Suite, esse fluxo de preparação conversa diretamente com os módulos de NC, documentos e indicadores. Vale explorar no sistema o que já está cadastrado para o próximo ciclo de auditoria.

Isso já existe no Wisu Suite

Documentos, não conformidades, ações corretivas, indicadores e auditoria ficam no mesmo sistema — com a ajuda do produto dentro do Wisu Suite, sem depender de uma base pública separada.